Cu-stume
De postar muito antes do meu aniversário é porque eu fico pensando muito.
Fazendo retrospectivas mentais, revivendo algumas vergonhas, conquistas e coisas que eu fiz e sei que não faria denovo, as boas e ruins. To acostumado a não ter muito com quem falar sobre musica, porque ninguém escuta os sons que eu escuto, raras exceções, de vez em quando alguém comenta comigo de algo. Até no meu circulo mais próximo é assim. Meus gostos são assim. Até lá em casa é difícil conversar com o povo sobre as coisas que eu penso e me interessam, a galera fica sempre no nível Celso Portiolli das coisas. Sempre. Aposto que se eu encontrasse comigo mesmo ainda seria assim.
Acostumei em aceitar isso. Acostumei todo mundo ao meu costume, mas acho que já estou de saco cheio. Antigamente um amigo do passado me falou que eu dizia nãos de mais. Na época tentei ser mais sim. Mas agora deve vir uma fase de não. Pra equilibrar.
A vontade hoje é de sair distribuindo alguns presentes, mas o pessoal nunca chegaria a tocar no manual de uso das coisas. Deixa flanar. Tá bonito demais e foda-se.
Hoje o Bruno que tocava no Expurgo postou um vídeo legal sobre Nietzsche, eu já tava lendo alguns trechos alatórios do "Além do bem e do mal", como uma espécie de oráculo pessoal. Mas a Viviane Mosé tem muita fluidez no discurso dela. Muito mais do que meu professor de ética do curso de RP do UniBH.




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